| Música no Sertão (por Flávia Kantorowitz Battaglia - 7˚A - n˚10) |
domingo, 29 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Xilogravura por Marina Moranduzzo n21
A xilogravura é um processo de gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado.
A xilogravura é uma técnica bastante simples e barata; por isso se presta tão bem às ilustrações das capas dos folhetos de cordel. Para termos uma idéia desta simplicidade, basta saber que os gravadores nordestinos fabricam suas próprias ferramentas de corte com pregos e varetas de guarda-chuva, por exemplo, para conseguirem diferentes efeitos no desenho.
A xilogravura já era conhecida dos egípcios, indianos e persas, que a usavam para a estampagem de tecidos.Porem, um tempo depois, com a expansão do papel pela Europa, começa a aparecer com maior freqüência, em cartas de baralho, sacrase,e em livros, que antes eram escritos a mão.
No Brasil, a xilogravura chega com a mudança da Família Real portuguesa para o Rio de Janeiro. A instalação de oficinas tipográficas era proibida até então. Os primeiros xilogravadores apareceram depois de 1808 e se alastraram principalmente pelas capitais, produzindo cartas de baralho, ilustrações para anúncios, livros e periódicos, rótulos, etc.
Como se faz:
Para fazer uma xilogravura é preciso uma prancha de madeira e uma ou mais ferramentas de corte, com as quais se cava a madeira de acordo com o desenho planejado.
É preciso ter em mente que as áreas cavadas não receberão tinta e que a imagem vista na madeira sairá espelhada na impressão; no caso de haver texto, grava-se as letras ao contrário.
Depois de gravada, a matriz recebe uma fina camada de tinta espalhada com a ajuda de um rolinho de borracha. Para fazer a impressão, basta posicionar uma folha de papel sobre a prancha entintada e fazer pressão manualmente, esfregando com uma colher ou mecanicamente, com a ajuda de uma prensa.
Imagens:
bibliografia
http://www.viladoartesao.com.br/blog/2008/06/xilogravura-e-suas-diversas-aplicacoes/
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Literatura de Cordel
Postado por Vivian Veiga Kantorowitz
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| Cordeis expostos à venda pelo fio |
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| Exemplo de capa de cordel - Xilogravura |
Literatura de cordel é um estilo de poesia popular, primeiramente oral e
depois passado para um papel. São expostos a venda em fios ou cordéis. Cordel
tem esse nome graças a uma tradição que havia em Portugal. Eles penduravam seus
textos (poemas) em barbantes. No Nordeste brasileiro o nome permaneceu e também
chamam essa manifestação de folheto. Aqui no Brasil a tradição de se pendurar
os cordéis em barbante não permaneceu. A manifestação é escrita de modo rimado
e muitos deles são ilustrados com xilogravura (o mesmo estilo que se é usado em
capas de livro). As estrofes mais comuns em um cordel são as de dez, oito e
seis versos. Os cordelistas (nome dado a quem escreve cordel)recitam versos de
forma melodiosa e cadenciada. Cada verso de um cordel tem que ter o mesmo
numero de silabas, ou seja, se um verso tem setes silabas todos os outros tem
também sete silabas. Os nordestinos gostam de falar nos cordéis sobre o sertão
e sobre, principalmente, seu cotidiano. Com o acompanhamento da viola o fazem
leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os
possíveis compradores. O cordel pode virar uma musica, rap, e muitas outra
possibilidades.
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| Exemplo de Cordel |
Bibliografia
http://www.portalibahia.com.br/blogs/bahiaesporte/?p=34
Abraão Batista- Felipe n 09
Abraão Batista nasceu em Juazeiro do Norte, Ceará, em 4 de abril de 1935. Filho de mãe pernambucana e pai potiguar. Ele é poeta, professor de universidade aposentado, escreve literatura de cordel há 31 anos. Batista produs suas ilustrações com a técnica da xilogravura.Embora aposentado, participa de eventos culturais e feiras de artesanato. Apesar de nunca ter sobrevivido da literatura, ele se dedicou a uma produção intensa que já chegou a 190 títulos de cordel.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Patativa do Assaré
Postado por Flávia Kantorowitz Battaglia - n˚10 - 7˚A


Patativa do Assaré, cujo nome verdadeiro era Antônio Gonçalves da Silva, foi um poeta popular, além de compositor, cantor e improvisador, que se destacou na música nordestina do século XX. Ele produziu também literatura de cordel e foi um dos mais importantes representantes da cultura popular do nordeste.![]() | |
| O pássaro que emprestou o nome ao artista |
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| Cidade Natal |
Ele era filho de agricultores e teve uma infância difícil. Aos quatro anos de idade ficou cego de um olho por causa de uma doença e aos oito anos, quando seu pai morreu, começou a trabalhar no cultivo da terra para ajudar no sustento da família.Patativa frequentou a escola apenas por alguns meses, quando foi alfabetizado, aos doze anos de idade. A partir de então, começou a escrever seus próprios versos e pequenos textos. Aos dezesseis anos, ganhou da mãe uma viola e começou a cantar repentes e a se apresentar em pequenas festas na sua cidade natal. Aos vintes anos, ele passou a viajar por várias cidades nordestinas para se apresentar como violeiro.
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| A casa de Patativa, em Assaré |
Chegando o tempo do inverno,
Tudo é amoroso e terno,
Sentindo o Pai Eterno
Sua bondade sem fim.
O nosso sertão amado,
Estrumicado e pelado,
Fica logo transformado
No mais bonito jardim.
Neste quadro de beleza
A gente vê com certeza
Que a musga da natureza
Tem riqueza de incantá.
Do campo até na floresta
As ave se manifesta
Compondo a sagrada orquesta
Desta festa naturá.
Tudo é paz, tudo é carinho,
Na construção de seus ninho,
Canta alegre os passarinho
As mais sonora canção.
E o camponês prazentero
Vai prantá fejão ligero,
Pois é o que vinga premero
Nas terras do meu sertão.
Em 1956, publicou seu primeiro livro de poesias: “Inspiração Nordestina”, onde retratou, com criatividade, aspectos culturais do homem simples do sertão nordestino.Patativa escreveu vários outros livros que também fizeram muito sucesso e publicou inúmeros folhetos de cordel e poemas em revistas e jornais nacionais. Trecho do poema “Cante lá que eu canto cá“:
Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
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| Patativa do Assaré comemorando 80 anos |
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| Os netos do casal |
Ele foi casado com D. Belinha, com quem teve nove filhos. Parou de escrever aos 91 anos de idade, pois segundo ele: “ao longo de minha vida, já disse tudo que tinha de dizer ”. Ele morreu em 8 de julho de 2002, aos 93 anos, na sua cidade natal.
Bibliografia
Sites, consultados em 14/08/2010:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patativa_do_Assaré
http://www.tanto.com.br/Patativa.htm
http://www.suapesquisa.com/biografias/patativa_assare.htm
http://www.revista.agulha.nom.br/anton.html
http://www.fisica.ufpb.br/~romero/port/ga_pa.htm
http://www.palavrarte.com/artigos/artigos_sylviedebs.htm
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